Resumo
IAOs Fios de PDO (Polidioxanona) são uma técnica moderna de lifting facial não cirúrgico que promove sustentação e estímulo de colágeno. Aplicados com precisão, reposicionam os tecidos e melhoram a qualidade da pele com resultado natural.
O que são os fios de PDO e como agem na pele
Os fios de PDO são feitos de polidioxanona, um material absorvível que já é utilizado há bastante tempo na medicina, inclusive em suturas cirúrgicas. Por já ser conhecido nesse contexto, costuma ser bem tolerado pelo organismo.
A ação costuma acontecer por dois caminhos que se complementam. O primeiro é a sustentação mecânica, já que o fio ajuda a reposicionar e a apoiar os tecidos assim que é inserido. O segundo é o estímulo de colágeno, que se desenvolve ao redor do fio ao longo das semanas seguintes.
Por isso, o procedimento costuma ser descrito como um efeito lifting sem cirurgia, com uma resposta que começa mais firme e vai amadurecendo aos poucos. A intensidade varia conforme o caso, o tipo de pele e a região tratada.
Fios lisos e fios com espículas: as diferenças
Existem tipos diferentes de fios, e cada um tem uma finalidade principal. A escolha varia conforme o objetivo do tratamento e a região a ser trabalhada.
- Fios lisos ou estimuladores: voltados a melhorar a qualidade e a firmeza da pele, favorecendo o estímulo de colágeno de forma mais difusa.
- Fios de sustentação com espículas: possuem pequenas âncoras ao longo do corpo do fio, que ajudam a tracionar e a reposicionar os tecidos.
- Combinação de tipos: em alguns casos, diferentes fios podem ser considerados na mesma sessão, sempre conforme a avaliação individual.
As regiões que costumam ser tratadas
Os fios costumam ser aplicados em áreas do rosto e do pescoço em que a flacidez leve a moderada aparece com mais frequência. Entre as regiões mais trabalhadas estão:
- Contorno da mandíbula, para valorizar a definição da linha do queixo.
- Região malar, conhecida como as maçãs do rosto.
- Sobrancelhas, com foco em suavizar a queda da cauda da sobrancelha.
- Pescoço e região da papada, onde a pele costuma perder firmeza com o passar do tempo.
Como costuma ser feita a aplicação
A aplicação costuma começar por uma avaliação e pelo planejamento dos pontos de entrada e da direção dos fios, de acordo com o resultado desejado. Em geral, utiliza-se anestesia local para deixar o procedimento mais confortável.
- Marcação: o rosto costuma ser mapeado para definir os trajetos dos fios.
- Anestesia local: aplicada nos pontos de entrada antes da inserção.
- Inserção: os fios são posicionados com o auxílio de uma cânula ou de uma agulha fina, conforme a técnica escolhida.
- Ajuste final: quando há fios de sustentação, pode ser feito um leve reposicionamento dos tecidos ao término.
Para quem o procedimento costuma ser indicado
Os fios costumam ser indicados para quem apresenta flacidez leve a moderada e busca um efeito de firmeza e sustentação sem recorrer à cirurgia. A resposta tende a ser mais favorável quando a pele ainda preserva uma boa elasticidade.
Não existe uma idade única para o procedimento, pois a indicação depende mais das características da pele do que do número de anos. Em situações de flacidez mais avançada, o resultado pode ser mais limitado, e a avaliação individual é o que define a estratégia mais adequada para cada caso.
Os cuidados nos primeiros dias
Depois da aplicação, alguns cuidados simples costumam ser orientados para favorecer o assentamento dos fios e a resposta da pele. As recomendações variam conforme o caso, mas em geral incluem:
- Evitar exercícios físicos intensos por alguns dias.
- Evitar massagens faciais e movimentos bruscos do rosto no início.
- Preferir dormir de barriga para cima, para não pressionar a região tratada.
- Poupar a face de expressões muito exageradas nos primeiros dias.
- Manter os cuidados com a pele e a proteção solar, conforme orientação.

